A saúde do|melhor amigo

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A saúde do melhor amigo

Hoje a relação humano cachorro está mais próxima do que nunca. Ele já possui um papel importante na estrutura familiar. E, com isso, os cuidados também passaram a ser maiores. Rações especiais, roupas, caminhas… E a veterinária também evoluiu e muito graças à tecnologia e hoje conta com várias especialidades que ajudam a diagnosticar e tratar melhor os problemas caninos.
A dra. Carolina Dias Jimenez é veterinária neurologista com mais de 10 anos de experiência e acaba de abrir seu consultório na Vila Romana. Entre as enfermidades que cuida, destaca uma em que se especializou: a síndrome da disfunção cognitiva. Ela atua de modo semelhante ao mal de Alzheimer nos humanos. “Ocorre um comprometimento da parte cognitiva, que é na parte de ação, atitude, lembranças…”, ela conta.
Alguns dos sintomas são: o animal começa a dormir muito durante o dia e ter insônia a noite; anda compulsivamente durante horas e sem rumo; olha para a parede fixamente por vários minutos; entra em lugares e não consegue sair; esquece onde está a comida. “É como se ficasse meio autista, ele vive no mundo dele. Ele começa a ter atitudes que ele não tinha antes”, diz.
Fechar realmente o diagnóstico é muito complicado, assim com seres humanos. Por meio de uma ressonância magnética, aliado a mudança de comportamento que se chega ao diagnóstico. E o que acontece é que, muitas vezes, o dono só percebe esses problemas quando o animal já está em um estágio mais avançado. Estudos mostram que a partir dos 7 anos alguns animais já demonstram uma certa alteração. Mas é mais notável por volta dos 10 anos. E todas as raças são suscetíveis à síndrome.
Como toda doença crônica, não há cura, somente o retardo da evolução. O tratamento é feito através de uma melhora da oxigenação do cérebro e da circulação e a administração de antioxidantes, como vitamina E, selênio, ômega 3, vitamina C. “Infelizmente, a tendência é piorar até ter uma degeneração completa do encéfalo e o animal ter uma parada cardíaca e vir a óbito. Mas é uma coisa muito progressiva, lenta…”, ela completa. Por isso é importante você levar sempre seu amiguinho ao veterinário para que o problema seja encontrado o quanto antes.

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