Álbuns feitos com amor

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Que tal contar um pouco da sua história ou então aquela viagem através de um lindo álbum de fotos? Se você curte selecionar fotos e guardá-las, sabe que o scrapbooking é o que existe de mais diferente para perpetuar momentos especiais.
Você já deve ter visto em papelarias esses álbuns, com papéis decorados ou com texturas, enfeites, fitas, etiquetas, furadores, ferramentas – tudo isso e muito mais compõem o universo do scrapbooking.
A arte do scrapbooking começou na década de 1970, nos Estados Unidos, e logo se espalhou pelo mundo. No Brasil, ganhou força no começo dos anos 2000. Beatriz Kauffman foi uma das primeiras a ter uma loja com materiais de scrapbooking aqui em São Paulo. “Lembro que existiam alguns ateliês que davam aulas sobre o assunto e até vendiam algum material importado”, diz ela.
Formada em Desenho Industrial, Beatriz sempre gostou de papelaria e a arte do scrapbooking não era totalmente inédita para ela. Seu pai sempre fez álbuns, que acabaram se tornando referência para toda a família e os amigos. Em cada página que ele mesmo fazia, além da foto, estavam lá todos os elementos que lembrassem a viagem. “Se ele fosse para a China, tinha o dia que ele embarcou, a passagem, o hotel, as pessoas que ele conheceu, com nome e telefone. Tudo superorganizado”, lembra Beatriz.
Segundo ela, “o álbum de scrapbook é para ser feito só com sentimento, pois ele é totalmente emocional”. O grande segredo do scrapbooking é não usar nada ácido, porque a fotografia é revelada quimicamente e, se ela tiver contato com algo ácido, se deteriora. Por isso os papéis, e boa parte dos materiais são todos neutros, como as colas.
Beatriz dá aulas, de três horas e meia, “de preferência individuais, porque cada aluna tem um foco diferente, uma dúvida e o tratamento fica muito mais personalizado”, avisa. Já em lojas as turmas podem chegar a oito alunas. “O mais interessante nesse caso é que apesar do material ser idêntico para todos cada um faz um projeto diferente, isso é maravilhoso”, completa. O scrapbooking depende totalmente da sua criatividade, Beatriz só passa as técnicas.
Quem não tiver tempo, ou coragem, pode passar as fotos (ou cartas) para Beatriz, que ela desenvolve trabalhos que invariavelmente levam as pessoas às lágrimas.

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