Um bloco de carnaval para chamar de seu

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Foto: Gerson Azevedo

Gerson Azevedo
Adorno comandando o desfile na Lapa

Um dos mais animados blocos que desfilaram pela Lapa, o Bloco do Adorno, foi criado por um ator e mestre de cerimônias que tem uma forte ligação pelo bairro, onde viveu anos e agora retribui com muita alegria.

O nome de família, Adorno, serviu de inspiração natural para batizar o bloco carnavalesco criado em 2016. Também foi a deixa para incluir o adorno de cabeça como uma das características do bloco. Thiago Adorno, publicitário, ator e mestre de cerimônias é o criador do bloco que desfila regularmente no sábado de carnaval por alguns quarteirões da Rua Faustolo, “onde fui criado e passei boa parte da minha vida e tenho boas lembranças, como o Experimental. Escolher a Faustolo para desfilar com o bloco foi uma forma que encontrei para retribuir alegria à Lapa”, explica.

Lembra que começou com poucas pessoas. “Mas a cada ano o bloco foi crescendo e exigindo melhor estrutura para os músicos e principalmente para o público”. E para que a festa seja completa a organização começa meses antes. “Em setembro iniciamos a organização do desfile, contratação de serviços e toda a papelada para o desfile do bloco. Os ensaios aconteceram no hotel Selina, na Vila Madalena, sempre muito animados e com muita gente”, diz.

Para Adorno o crescimento dos blocos carnavalescos paulistanos “é positivo”. Explica ele que “promovem além da alegria por onde se apresentam, é fonte de trabalho para músicos, seguranças e vendedores que acompanham o desfile”. E faz questão de ressaltar que sem patrocinadores ficaria muito difícil “botar o bloco na rua”. Também elogia a organização por parte da prefeitura, Subprefeitura da Lapa, CET, Polícia Militar.

E quem não gosta de blocos? “Precisamos respeitar a todos. Quando o padre da igreja da Praça Cívica colocou a faixa pedindo que saíssemos daquele lugar, deixamos o local na paz. O que acho é que é um evento de curta duração, tradicional e popular e todos devem ser respeitados. Quem não gosta dos blocos precisa entender que além de ser um evento cultural, rende dinheiro para a cidade e será transformado em benefícios”.

O desfile do dia 22 de fevereiro, começou logo depois do almoço na esquina das ruas Faustolo e Duílio como das outras vezes. Muita gente acompanhava o bloco do Adorno, fantasiados ou não. E valia tudo, marinheiro, miss, personagens infantis, princesas, mexicanos, índios, até um “cego” com uma placa no peito informando que “o amor é cego”!

Para o próximo ano, a organização do bloco precisa escolher um trio elétrico menos poluidor. A cada deslocamento, do escapamento do caminhão, uma fumaça densa e irritante incomodava quem estivesse no entorno do bloco. Irritação para foliões e principalmente para as crianças próximas. Por outro lado, os vendedores de cerveja, energéticos e águas, recolhiam quase que automaticamente as latinhas vazias deixadas pelos foliões.
 
No alto do trio elétrico, Adorno trajando um macacão rendado vermelho e o adorno de cabeça na mesma cor, cantava acompanhado por cantores e cantoras animava os seguidores, entre eles na multidão, o ator Cassio Scapin.

A banda, instalada no alto do trio elétrico, executou as mais tradicionais músicas e marchinhas de carnaval e sucessos em ritmo de carnaval de Tim Maia, Gretchen, Cazuza, Sandra de Sá, Anitta entre outros. Adorno promete que no próximo ano, tem mais! (GA)

www.facebook.com/BlocodoAdorno

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