O tsunami não é só de grana

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A crise mundial passa a ser reconhecida pelo Brasil. Isso é um avanço, pois já ganhava o status de “história da carochinha” o fato do mundo todo estar em crise e nós aqui surfando num mar de prosperidade. Num planeta globalizado, era cada vez mais improvável essa possibilidade. E você andava na rua sentindo que algo estranho acontecia porque entre o que se falava na comunicação oficial e a realidade dos preços, nada batia.
Entrava num supermercado, nas lojas e em todo canto, os preços aumentavam, e o descontentamento das pessoas se evidenciava. A presença dos produtos estrangeiros nas prateleiras e vitrines, de automóveis chineses a macarrão italiano, enfim, tudo denunciava que nossa indústria perdia competitividade. E que o desdobramento disso seria caótico.
Do ponto de vista social, a violência disseminada em todos os dias e quadrantes, a inexplicável e violenta greve da polícia baiana, o disse me disse nos informativos exalando um passa-moleque na gente. Pronto. Tudo isso acabou, pois entramos oficialmente na crise. A Presidente reconheceu, e fez muito bem, o tsunami de dinheiro externo valorizando nossa moeda, estrangulando as exportações. É o estopim da crise.
Agora vamos convocar a sociedade para fazer o enfrentamento. Acredito em nossa gente. E mais ainda… Essa é uma grande oportunidade para mudarmos o modelo de organização social. O capitalismo faliu. O mundo todo precisa de um tsunami de reformulações.

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