Clicar recebe menção

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Criado em 1995 entre a parceria da Estação Ciência/Universidade de São Paulo e a ONG Centro de Estudos e Pesquisa da Criança e do Adolescente (Cepeca), o Projeto Clicar surgiu para ser uma porta para a inclusão social e digital com atividades de educação não formal, para crianças e adolescentes que vivem em situação de risco social e pessoal e que entram espontaneamente na Estação Ciência.
Atualmente funciona em dois endereços: além da Estação Ciência, também no Galpão de Idéias do Cepeca. O Clicar tem em sua concepção o princípio de que brincando, através de jogos e atividades dinâmicas e flexíveis, utilizando principalmente o computador, sozinhos, em duplas ou em grupos, a criança ou o adolescente participa e elabora a construção de si próprio e sua relação com o outro, num processo de desenvolvimento social e mental. Desde o início do projeto verifica-se que o engajamento nas atividades diárias promove processos de sociabilização, auto-estima, diálogo, tolerância e solidariedade: um aprendizado significativo para a reinserção social.
Para conseguir seu objetivo junto a essa população, o Clicar oferece diariamente uma série de atividades educativas para o uso de computadores, Internet, teatro, arte e educação, confecção de papel reciclado, livros e sessões semanais de cinema. Também encaminha para outras instituições como abrigos, hospitais, serviços de apoio a usuários de drogas e álcool. Tem programas especiais, com bolsa de estudo e formação de estagiários. Presta atendimento aos familiares, inclusive auxílio no caso de busca de crianças e jovens desaparecidos.
Inicialmente voltado para os menores, o Clicar ampliou sua atuação oferecendo oficinas gratuitas de introdução à informática para a Terceira Idade. Em média, o Clicar atende a 20 participantes e já aconteceram 9 edições até o final de 2007.
Em dezembro de 2007, a Estação Ciência da USP, por meio do Projeto Clicar, recebeu a Menção Honrosa na categoria ‘Uso de Tecnologias de Informação e Comunicação’. “A premiação é o reconhecimento dessa metodologia que usa o computador como ferramenta de inclusão social”, segundo Cecília Toloza, coordenadora do projeto.

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