Heavy nem tão metal assim…

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Heavy nem tão metal assim...

Bio Silva divide seu tempo entre as funções de educador físico e vocalista da banda de som pesado Odum.

Fabio Assis Rezende Silva é o nome de nascimento. Bio Silva é o conhecido em dois ambientes: na Ecofit e nos palcos. A primeira atividade profissional foi como metalúrgico eletricista. Formado pelo SENAI, quase virou engenheiro. “Fui ganhando dinheiro sem muita referência sobre o que queria. Tinha a imagem do irmão, que é formado na área, então vamos tentar copiá-lo”. Conta que trancou a faculdade no primeiro ano. A única coisa que sabia é que queria influenciar as pessoas positivamente. Influenciado por um amigo, prestou vestibular para Educação Física e achou um caminho: “Eu gostei justamente pelo fato de poder, de uma certa forma, cuidar das pessoas…”

A outra estrada que ajustou seu rumo foi a música. No primeiro contato com o estúdio e o microfone, Bio estava cru. Chamado pelo baixista Rafael Nascimento (ex-Genocídio) para substituir a vocalista da banda “9901”, o próprio avalia que não mandou bem, mas ficou encantado e foi aprender a cantar. Entrou para uma escola, onde estudou música erudita por seis meses e até hoje faz aula de canto. Há quase um ano é vocalista da banda Odum. O grupo foi formado em 2005, em Los Angeles, pelo baterista Gus Conde. “Odum não é uma banda de metal, nem de punk rock, de trash, é uma banda única e exclusivamente de som pesado”. O nome Odum vem da cultura africana, do iorubá. “Vem de Olodumaré. É como se fosse o Big Ben na cultura afro”. Atualmente, a formação do grupo é 100% brasileira: Gus Conde, baterista; Bio Silva, vocal; os guitarristas Tadeu Neto e Kyle Fernandes e o baixista convidado, Guile Elias.

E as letras? “Não é porque é música pesada que precisa ser obscura. Não somos banda gospel, mas pincelamos na espiritualidade”. As letras são em inglês e a banda lançou o novo single, “New Earth”, no início de dezembro no Brazilian Titans Fest, em Santos. O grupo já está com agenda em festivais de música nos Estados Unidos.

Entre a atividade de educador físico e a de vocalista de banda, o único conflito é o horário. Às vezes Bio sai de um show às duas da manhã e às seis e meia tem de estar na Ecofit para acompanhar um aluno. No mais, “as duas atividades se juntam no sentido de conseguir fazer com as pessoas se sintam melhor. Na academia você cuida do corpo, da saúde. Na música você cuida da mente, a música liberta”. 

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